A conservação do Lince Ibérico no nosso país é uma prioridade
Foi esta a garantia dada esta segunda-feira pelo secretário de Estado do Ambiente espanhol, aquando da sua visita ao centro de reprodução do Parque Nacional de Doñana.
O Ministério [da Agricultura, Alimentação e Ambiente] promove a recuperação do lince ibérico em Espanha coordenando as acções das distintas administrações e nos centros de reprodução em cativeiro da espécie.
- disse Federico Ramos, destacando ainda “as melhorias do habitat em áreas potenciais para a futura reintrodução.
O secretário de Estado do Ambiente espanhol sustentou que os resultados da reprodução em cativeiro em 2012 “foram aqueles que mais êxito tiveram até ao momento”: 44 crias nos centros de El Acebuche (Huelva), Zarza de Granadilla (Cáceres), La Olivilla (Jaén) e Silves (Portugal). No centro português foi onde se registaram maiores números de sobreviventes (17 crias)
Desde o início do programa de reprodução em cativeiro, em 2004, um total de 116 crias foram integradas no programa de reprodução ou libertadas na Serra Morena, pela Junta de Andaluzia.
Em 2012, existem 122 linces a viver em cativeiro em todos os centros; destes 62 são machos e 60 são fêmeas.
Segundo Federico Ramos, o Governo español está a preparar o terreno para futuras reintroduções de linces – nomeadamente com a melhoria do habitat e aumento da densidade das populações de coelho-bravo, a principal presa do lince – nas suas propriedades de Marismillas (Huelva), Quintos de Mora (Toledo) e em várias zonas do Parque Nacional de Monfrague.
Há cerca de um ano a Comissão Europeia aprovou o projecto Iberlince (em vigor de 1 de Setembro de 2011 a 31 de Agosto de 2016). Através do programa Life+, este projecto orçado em 34 milhões de euros visa aumentar o número das únicas duas populações reprodutoras do planeta, na Serra Morena e em Doñana.
Além disso, o projecto proposto pela Junta de Andaluzia quer estabelecer quatro novas populações de lince, com cinco fêmeas cada uma, em locais onde a espécie já existiu: Andaluzia, Castilla-La Mancha, Estremadura espanhola e em Portugal. O objectivo é identificar áreas com recursos naturais suficientes para a posterior reintrodução da espécie.
Fonte: Público


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